sábado, 25 de julho de 2009

No olhar


Olhava o mundo através de uma janela. Via somente o que ela permitia. O horizonte foi suprimido. As gotas distoceram as imagens. Já não sabia distinguir o que via. Os dias estavam chuvosos, portanto, sempre uma visão prejudicada. Pouca luz, como caminhar sem tato? Como examinar o caminho sem poder ver corretamente? As mãos que se apresentavam, não poderia segurá-las, afinal de contas, não conhecia os rostos. Só. No mais profundo sentido da palavra. Como comunicar-se com uma face disforme ? Não tem o contato olho no olho... E o mesmo vale para quem olhava o outro lado... Tinham ou tem uma visão distorcida. Na vida, muitas vezes nos sentamos à frente de uma janela e permitimos que nosso horizonte seja limitado, permitimos que nossa visão fique confusa. E se nós estamos confusos, não podem nos ver da maneira como somos... Olharão para como se também estivessem à beira da janela toda molhada. Tua face, personalidade e caráter não são conhecidos. São apenas imaginados à maneira que se quer. As janelas devem permanecer abertas para uma visão clara; para a beleza da vida e do dia. As janelas e portas devem estar escancaradas para sermos o que somos,para sermos vistos de maneira correta, sem distorções. As portas devem estar abertas para que as mãos se apertem... Para que as mãos se segurem e se ajudem. Não permita que seus olhos sejam enganados, nem teu coração trancado...

Dedicado aos amigos...
Kathytha e Fer.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Te espero...


Como sentir sua falta se nunca estive contigo?
Por quê esperar, se não sei se vem?
As mãos dadas evidenciam que muitos encontraram o que sonho...
As máscaras não me impressionam, sei que não as usa.
As lágrimas rolam pedindo que venha secá-las...
Olhando as estrelas, tento imaginar se algum dia estaremos juntos olhando para elas.
Será que sonho demais?
Será que você realmente existe?
Mantenho por ti um sentimento constante e imutável.
Sentimento que não sei de onde vem. Sentimento que devo guardar na esperança de um dia encontrar este alguém.
Sinto a brisa me tocar...
O vento nos cabelos ...
Tento pensar que os elementos trazem uma mensagem de ti.
Passo a passo, caminho esperando que venha segurar minha mão.
Esperando que venha receber este sentimento que não me pertence.
Pertence a ti...
Que não vem...
Que não chega...

domingo, 5 de julho de 2009

Dança das palavras



Sempre que penso em escrever, fico me perguntando:
Sou bom nisso mesmo?
Por tantas vezes quis ser isso ou aquilo e não encontrei um ponto certo. Leio alguns autores e fico extasiado com a maneira de expor idéias, com a facilidade de transportar pessoas a qualquer lugar.
A escrita surge em minha vida nos momentos de desabafo, quando as palavras verbalizadas não são suficientes, algo deve ser construído para complementar.
É como a vida, deve ser construída dia a dia. Não sei se ocorre com todos, mas as palavras ficam reverberando em minha mente, se encaixando e pedindo para serem grafadas mesmo que não façam sentido, mesmo que alguém precise recolocá-las nos seus devidos lugares para que se torne algo inteligível. Elas dançam como num balé e chamam acontecimentos e atitudes para ilustrar o que exigem que seja composto.
O vocabulário faz parceria nesta dança, sonha ser rico, mesmo tento plena ciência que ainda engatinha...
Vocês que dominam as artes, respondam a este aspirante a algo, como se faz para demonstrar fatos, acontecimentos, sentimentos, e tudo mais de maneira simples. Não de um jeito jornalístico e sim com a magia da dança.
A dança das palavras, dos versos, dos sentidos e toda sua complexidade...