quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Colinho amado

Colinho amado

Uma cama macia e cheirosa... Era o que parecia. Fui atendido prontamente e de maneira tão simples afetiva e efetiva, que parecia estar em profunda meditação.
Pedi que meu corpo e minha alma fossem cuidados, já que não consigo fazê-lo de maneira tão adequada. Pedi que aquietasse meu coração e cuidasse da minha mente. Pedi que me desse paz...
Pedi amor...
Recebi tudo isso de maneira transbordante... Com olhar renovado, saí para o mundo.
O rosto já não estava mais tão cansado como antes.
A vida vai nos tornando seres cansados sem que notemos. Nosso semblante não é mais o mesmo, o peito não se abre pleno para o ar e a vida...
Depois que você se entrega aos cuidados do teu Senhor (seja ele quem for, receba o nome que for), perceberá que um grande peso foi tirado de suas costas, um peso que carregavas há muito sem saber.
Seus olhos voltam a brilhar mais intensamente porque a alma está radiante e o coração preenchido.
Mesmo vendo tanta luta no mundo, sabemos que temos um colo para onde correr, onde se refugiar.
Há sempre um colo físico, mas existe um bem maior que acalenta a alma.
Toda a paz, a luz, a tranqüilidade e tudo recebido volta ao mundo em forma de retribuição, em forma de contribuição para que todos possam ser socorridos e ter sua alma amparada, para ter um amor que não lhe cabe e que é dividido a cada passo.
A vida tem ligações tão simples, razões tão simples e complexas ao mesmo tempo, que permite partir de um início fácil e abrir um leque de idéias a serem citadas.
As palavras movem-se favoravelmente para explanar a subjetividade da alma e mente de quem escreve.

Não é necessário passar por histórias mais dramáticas para demonstrar a todos, seja em uma pátria serena ou em pátria bélica que sempre existe um canto onde encontrar a luz.
Não podemos esquecer de renovar nossas forças, defesas...
Devemos aspirar a luz, porque ela está ai para t
odos nós e nada nem ninguém nos privará dela.
O importante, não é mostrar uma bandeira, um rosto ou uma placa. O importante é reconhecer onde está sua cama prontinha, sua cama com cheirinho de colo de mãe...

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Caminheiro
Ele caminhava por uma terra árida... Um deserto sem nenhum oásis.... Caminhou por muitos anos e aprendeu a caminhar só... Sabia desde o principio que um dia acharia a terra “prometida”, apesar de estar perdido... Cada queda fortaleceu para levantar-se mais forte...
A sede física fazia com que a alma adquirisse mais gana pela vida e pela mudança. Quem sabe um maná?!
Como os Beduínos, aprendeu a enfrentar as tempestades, as lutas, as dificuldades. Ao longo desta grande caminhada moldou seu ser como ferro nas mãos de seu forjador.
Ele continuou o relato de sua saga ... Depois de muito caminhar e conhecer a solidão, percebeu que sentia-se mais forte mesmo estando só.
Aprendeu a falar com os elementos, assim como o pequeno jovem alquimista.
Aprendeu a entender seus sentidos, aprendeu a amar o ser que se transformou.
E foi bem neste momento, quando deu-se conta de sua grandeza e sua pequenez, o deserto fez-se lindo jardim, lindo campo.
Ali, pôde saciar sua sede com pura água, ali pôde recostar-se em frondosa árvore que lhe trouxe segurança, tranquilidade, trouxe a paz.
Mal sabe este caminheiro que o oásis estava dentro dele, mal sabe ele que toda a beleza que agora vê, saiu de dentro da sua alma, bastava somente atravessar o deserto de lutas , dificuldades, fraquezas para chegar ao lugar da bonança.

Este texto é para você, caminheiro...