terça-feira, 11 de outubro de 2011

 É madrugada ainda, e para mim, enquanto não durmo, o outro dia ainda não chegou. Logo, ainda é dia 11.
Passei o dia todo tentando escrever um artigo  para um trabalho da faculdade, quero participar da jornada científica. Parece que a mente não queria funcionar direito...
Há oito anos acontecia a maior tragédia da minha vida. Será que ainda hoje sofro reflexos dela?
Há dois anos chego o Campus e agradeço a Deus por estar lá. Logo em seguida, me vem um pensamento também de gratidão, algo como um agradecimento aos meus pais por confiarem em mim e sempre ofertarem amor. Hoje esse pensamento foi mais forte. 
Completa nesta data, oito anos da morte do meu pai. A dor mais devastadora que já senti. O dia mais triste que já vivi.
Atualmente, depois de muitas visitas, leituras, palestras e força de viver, a dor se tornou mais suportável e não venho aqui reclamar ou chorar. Venho para dizer obrigado.
Obrigado aos dois que cuidaram de mim por tanto tempo, obrigado ao Deus que nos protege, obrigado à vida que nos proporciona experiências ricas de conhecimentos, sentimentos, alegrias. É uma escola. Nem tudo é fácil como pensávamos na infância; nem sempre somos fortes (nem precisamos ser).
Não escrevo sempre aqui neste blog, mas ele está sempre na minha mente como um diário, um amigo a quem posso contar tudo, sem me preocupar com erros de acentuação, pontuação ou concordância.
Nesta curta jornada adquirimos muitos amigos; as vezes os chamamos de pais, irmãos, tios...
Mesmo que não esteja mais aqui fisicamente, eu te sinto meu pai. Te amo como sempre e peço sempre para que um dia possa te reencontrar - forte e bem como antes da tempestade-, sei que Deus o permitirá depois que cumprir minha missão aqui.
Por enquanto, nos comunicamos pelos sentidos e sonhos...
E a vida continua.