quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Saudades do pai

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O dia de hoje não traz consigo boas lembranças. Foi neste dia que ele partiu, e que parte de mim se quebrou.
Então, por mais que o tempo passe  continuamos lembrando do que aconteceu e como aconteceu.
Hoje consigo afirmar que não era mais possível sofrer com dor e com um corpo que já estava padecendo. É injusto querer que o ser amado permaneça ao nosso lado mesmo em sofrimento.
Meu pai foi um homem sem igual, foi um homem que me ensinou muito mais do que eu imaginava. Ainda hoje percebo que ele via coisas em mim que eu desconhecia.
Confiava em mim muito mais que eu e me ofertou muitas possibilidades dentro de seus limites.
Quero para sempre depor em favor de sua bondade e amor. Pai, sinto saudades e sei que está sempre aqui conosco. Perdoe se as vezes choro, é de saudade e não de inconformismo.
Deus te levou do plano físico mas para sempre estaremos ligados por laços de amor.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Juntos na caminhada

Ainda me pergunto se estou sonhando ou se é realidade muitos dos momentos que tenho vivido.
De repente, aparece uma pessoa no seu caminho, com todos os predicados que esperava e sempre algo mais, como se adivinhasse pensamentos.
Num mundo em que ainda é muito difícil ser respeitado por pequenas diferenças, encontrar alguém que te proteja do sol e da chuva,  que tenta retirar as pedras do caminho para minimizar as dores e ainda entende suas queixas, é de se espantar.
Pois bem, estou aqui para dizer que tal pessoa existe, e provavelmente muitas outras com personalidade semelhante também passem por nós como desconhecidos, indivíduos que muitas vezes sequer olhamos porque idealizamos um super herói que sempre vai existir somente em nossa mente. 
A vida é feita de escolhas, podemos ser tristes ou felizes. Depende do que buscamos.
A aurora traz todos os dias imensas possibilidades e o ocaso não é o fim, é apenas uma transformação para um novo amanhã.
Obrigado por existir, que o céu nos faça muito mais feliz do que atualmente somos.

                                                                                            Nivaldo Vital

terça-feira, 11 de outubro de 2011

 É madrugada ainda, e para mim, enquanto não durmo, o outro dia ainda não chegou. Logo, ainda é dia 11.
Passei o dia todo tentando escrever um artigo  para um trabalho da faculdade, quero participar da jornada científica. Parece que a mente não queria funcionar direito...
Há oito anos acontecia a maior tragédia da minha vida. Será que ainda hoje sofro reflexos dela?
Há dois anos chego o Campus e agradeço a Deus por estar lá. Logo em seguida, me vem um pensamento também de gratidão, algo como um agradecimento aos meus pais por confiarem em mim e sempre ofertarem amor. Hoje esse pensamento foi mais forte. 
Completa nesta data, oito anos da morte do meu pai. A dor mais devastadora que já senti. O dia mais triste que já vivi.
Atualmente, depois de muitas visitas, leituras, palestras e força de viver, a dor se tornou mais suportável e não venho aqui reclamar ou chorar. Venho para dizer obrigado.
Obrigado aos dois que cuidaram de mim por tanto tempo, obrigado ao Deus que nos protege, obrigado à vida que nos proporciona experiências ricas de conhecimentos, sentimentos, alegrias. É uma escola. Nem tudo é fácil como pensávamos na infância; nem sempre somos fortes (nem precisamos ser).
Não escrevo sempre aqui neste blog, mas ele está sempre na minha mente como um diário, um amigo a quem posso contar tudo, sem me preocupar com erros de acentuação, pontuação ou concordância.
Nesta curta jornada adquirimos muitos amigos; as vezes os chamamos de pais, irmãos, tios...
Mesmo que não esteja mais aqui fisicamente, eu te sinto meu pai. Te amo como sempre e peço sempre para que um dia possa te reencontrar - forte e bem como antes da tempestade-, sei que Deus o permitirá depois que cumprir minha missão aqui.
Por enquanto, nos comunicamos pelos sentidos e sonhos...
E a vida continua. 

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Comentário

Fui chamado para uma entrevista de estágio em uma empresa de soluções em comunicação e Web.  . 
Chego ao local. Identifico onde é a "agência" pelo número pois não há uma identificação visual, nem um tecido pintado com o nome do empreendimento.
Subi uma escadaria e fiquei esperando na porta, e lá fiquei. Nenhuma consideração, nenhum respeito ao ser humano que estava lá esperando.
Da porta, o "patrão" me dispensou argumentando que precisava de alguém que tenha experiência em web. Educação: zero; ética:zero.
A  falta de experiência faz de mim uma pessoa indigna de respeito?
É preciso lembrar que estagiários vão às empresas  praticar o que aprenderam nas salas de aula, eles não têm a obrigação de oferecer aos empregadores serviços de um profissional. É uma incoerência cobrar de um estudante conhecimentos de um alguém que já está no mercado há anos.
Nós, os aprendizes, precisamos de oportunidades de aprimoramento e devemos ofertar o melhor às pessoas que acreditam em nossa capacidade. Entretanto, para ambos os lados deve prevalecer a velha e boa regra de ouro:  "Não faça aos outros, aquilo que você não quer que eles façam a você".

Nivaldo Vital

domingo, 3 de abril de 2011

Divagação

O que é esse nó na garganta?
E esse sorriso que se desfaz?
Por que o pranto te corta a face?
E qual a razão do coração machucado?
Nesses dias acreditamos estar todos feridos.
Quando a lágrima corre pelo rosto, ela tira dele a marca da dor. Como maquilagem que corre na água.
A poeira dos dias nos faz sentir tristes;
As nuvens que se formam na mente não cedem.
Será teu ou será meu este canto triste?
Onde terminou o teu e passou para o meu?
Talvez seja mera ilusão, questão de falta de visão.
Não é a dor que mascara o sorriso, é ele que modifica os olhos cansados.
Eles sempre nos rodeiam, nós é que não o vemos.
Fazemos parte da trama, mas ela não pode nos fazer drama.
A luz e o sorriso custam mais, mas são eles os que mais nos aprazem.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Pedidos sinceros

Vão!
Partam agora minhas pequenas...
O caminho já lhes ensinei...
Entrem pelas janelas, portas, sonhos, ruas, avenidas...
Viajem rápidas como a luz, confortadoras como o colo da mãe, amigas como os anjos...
Ofereça a eles ajuda, cheguem onde ninguém consegue...
Ofertem meu amor sincero e desejo de que o céu os ampare, que Deus os abrace para que não se sintam sozinhos.
Façam o que nós humanos não  podemos fazer...
Acalme os ventos, peça para que a mãe natureza não mais os castigue...
Ensina-nos a respeitá-la também.
Em todos as partes do mundo distribuam paz e entendimento.
Peçam ao Pai que nos perdoe pelas faltas e nos proteja com suas asas de amor.
Partam agora vibrações amigas.. E cumpram sua missão.
No universo ficarão...
Mas primeiro, a Terra transformarão.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Final de ano

Vamos fechar as malas,recolher tudo o que ficou inteiro por que é hora de recomeçar.
Recarregaremos nossas baterias para iniciar novo tempo com mais força e resistência. 
Foi um ano proveitoso, de muitas realizações, conquistas e aprendizado. É preciso agradecer por tantas bençãos e por vários tropeços também; Eles ajudam no crescimento.
Tive várias oportunidades de olhar para trás e me perguntar:
Quem tem o direito de reclamar desta vida, meu Deus?!
Esta deveria ser uma semana somente de agradecimentos por cada passo que pude dar, além de cada segundo que pude respirar...
Um desejo de participar, ajudar, cresceu e pede espaço. O trabalho acadêmico  trouxe vontade de fazer a comunicação mais eficiente, um instrumento de ligação, de união entre todos.
Não dá para fazer muita coisa sozinho. Ainda estamos muito apegados aos nossos umbigos para nos doarmos ao próximo sem espera por gratidão ou recompensa.
Uma das grandes lições de 2010: é maravilhoso  trabalhar voluntariamente! Saímos tão bem do trabalho que não sabemos quem foi mais beneficiado. Quem ofertou uma hora do seu dia ou quem foi pedir ajuda.
Outra lembrança muito especial, será a de cada segundo em que alguém olhou, fez um simples sinal com a cabeça como quem diz:
- Estou aqui, não se preocupe, está tudo sob controle. 
Muitas vezes parece que tudo está perdido, ou que não caminhará, entretanto, nestes momentos de reflexão, é possível visualizar quantas marcas ficaram na estrada, e que ela não termina, ao contrário, oferece cada vez mais horizonte.